Mobilização na Câmara de Caaporã dá início à luta pela municipalização do Hospital e Maternidade Ana Virgínia

Moradores de Caaporã se organizam para realizar nesta terça-feira (10), uma grande mobilização, a partir das 15h, em frente a Câmara Municipal com faixas, cartazes e carro de som em defesa da municipalização do Hospital e Maternidade Ana Virgínia, que há mais de 40 anos funcionava como uma entidade filantrópica (particular) atendendo pacientes da cidade e municípios vizinhos em convênio com o SUS, porém, estava fechado desde de outubro de 2017, após não apresentar documentação oficial e necessária exigida pelo Ministério da Saúde para permanecer conveniado com a  Prefeitura Municipal de Caaporã.

Mobilização na Câmara de Caaporã dá início à luta pela municipalização do Hospital e Maternidade Ana Virgínia

Moradores de Caaporã se organizam para realizar nesta terça-feira (10), uma grande mobilização, a partir das 15h, em frente a Câmara Municipal com faixas, cartazes e carro de som em defesa da municipalização do Hospital e Maternidade Ana Virgínia, que há mais de 40 anos funcionava como uma entidade filantrópica (particular) atendendo pacientes da cidade e municípios vizinhos em convênio com o SUS, porém, estava fechado desde de outubro de 2017, após não apresentar documentação oficial e necessária exigida pelo Ministério da Saúde para permanecer conveniado com a  Prefeitura Municipal de Caaporã.

Para garantir o atendimento da população caaporense na unidade hospitalar, a Prefeitura Municipal acionou a justiça e teve a autorização judicial para reabrir e administrar o Hospital. O local está funcionando há três dias com atendimentos de urgência e emergência, além de equipe médica completa e 24 horas. A determinação do Prefeito, é para que os melhores serviços de saúde sejam ofertados à população.

De acordo com o grupo organizador da mobilização, o Hospital e Maternidade Ana Virgínia, entidade filantrópica vinculada à Associação de Proteção a Maternidade e Assistência a Infância de Caaporã teria sido privatizado através de um projeto apresentado há décadas na Câmara Municipal, e passou a ser comandado por familiares do prefeito à época e por cinco mandatos. Os moradores reivindicam que a Câmara se posicione sobre a situação definitiva do hospital, apresentando ou aprovando um projeto de municipalização.

“Queremos que a Câmara Municipal tenha um posicionamento, se puder reverter a doação feita há décadas, que reverta. Se não puder, que inicie o processo de municipalização para que o hospital passe a ser administrado em definitivo pela Prefeitura. Não podemos ter o hospital sendo usado por um político e todo mundo sabe a quem realmente pertence esse hospital. O povo não pode ser prejudicado e nós queremos que os vereadores criem o Projeto de Lei para municipalizar o Ana Virgínia”, disse um dos organizadores.

Para o prefeito, que pedirá a ajuda dos parlamentares para municipalizar o Hospital, a retomada do controle administrativo representa um momento importante do resgate da credibilidade do Hospital. “Reabrimos o hospital, nossa população está sendo muito bem atendida e para nós representa uma grande vitória, pois saímos da condição de intervenção para um momento de resgate da credibilidade, pegando o Hospital em péssimas condições, mas aos poucos vamos qualificando todos os serviços e toda estrutura hospitalar, só precisamos ter a certeza que a administração ficará em definitivo com a Prefeitura, pois seguiremos com a missão de seguir avançando e implementando serviços”, argumentou o prefeito.

Fonte: Portal do Litoral